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Pastoral
das Comunicações
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Publicação Mensal - Ano 10 - Número 137 -
Abril de 2007
Dom Ângelo é homenageado
com o título de Cidadão Francano
Após a ordenação
episcopal Dom Ângelo celebrou sua primeira Eucaristia de despedida na Paróquia
Santana, no dia 15 de março, local onde foi pároco de 2001 a 2006.
No final da missa Dom Ângelo recebeu
das mãos do vereador Silas Cubas (PT) o título de cidadão francano.
Sentindo-se muito agradecido pela
homenagem Dom Ângelo disse: “Não sou merecedor de nada. Sou apenas um
caipira”.
A igreja ficou repleta de fiéis,
contou com a presença de autoridades, entre elas vários vereadores da Câmara
Municipal de Franca, e teve como co-celebrantes Dom Diógenes e Pe. Wellington.
Veja abaixo as fotos da celebração.
Homenagem à Dom Ângelo Pignoli
Em primeiro lugar,
nossos comprimentos e nosso total apoio à Câmara Municipal de Franca pela
iniciativa de conceder a Dom Ângelo Pignoli o título de Cidadão Francano.
Tivemos o privilégio de acompanhar os
passos do então Padre Ângelo, desde o seu tempo na Catedral N. Sa. da Conceição,
depois na Igreja Menino Jesus de Praga e, mais recentemente, aqui no Jardim
Aeroporto, nas Capelas e finalmente nessa Igreja Matriz de Santana.
Quando eu digo que tivemos o
privilégio, não é força de expressão nem figura de retórica.
É uma afirmação sincera, que brota do
mais íntimo do nosso ser. Estar perto de alguém que anuncia a insondável riqueza
da Palavra de Deus de maneira firme, clara, corajosa, séria e que através desse
anúncio, desperta em nós o interesse, o gosto e a vontade de penetrar cada dia
mais profundamente nas Escrituras - é um grande privilégio.
A Itália foi generosa conosco, nos
presenteou com esse filho, gerado sob os princípios cristãos, traço que marca de
maneira profunda o povo daquele país.
Homem de têmpera forte e coração
misericordioso, cuja palavra é direta e sempre orienta. Nunca prega a si mesmo
mas prega Aquele que reconhece estar muito acima de si próprio. Não vive na
superfície, mas lança as redes em águas mais profundas. Acolhe o humilde e o
simples da mesma maneira como acolhe aquele que tem a força do sobrenome. Fala e
faz o que acha correto e não o que pega bem - Isso é ser verdadeiro.
Conhecer e amar a verdade sempre
foram pontos fortes nas suas pregações. A vivência, numa busca incessante pela
verdade, naturalmente o inspirou na escolha do lema do seu episcopado: “A
verdade vos libertará”.
Como o alarde e a pirotecnia nunca
fizeram o seu gênero, suas várias ações construtivas são freqüentemente
desconhecidas do grande público - Isso é ser humilde.
Mas um dia a obra de cada um é posta
em evidência. Esse dia chegou.
Então, como Moisés, que, quando
apascentava o rebanho de Jetro, ouviu o chamado que vinha da sarsa ardente, aqui
também, mas através de um telefonema, veio o chamado: “Ângelo, Ângelo” E
ainda, tal qual Moisés, veio a resposta: “Eis-me aqui” Isso é ser servo.
Agora, esse que vive para servir a
Igreja, parte para apascentar outro rebanho: maior, mais heterogêneo, numa
cultura totalmente nova, rebanho que naturalmente, como o de Moisés, é de dura
cerviz, que talvez viva na secura e na aridez, como seco e árido é o chão
cearense, na distante Quixadá.
Ele sabe que as dificuldades serão
muitas, mas vai, na certeza de que Deus, autor desse projeto, irá “adiante
deles, de dia, numa coluna de nuvem para lhes mostrar o caminho, e de noite,
numa coluna de fogo, para os alumiar”, que Ele providenciará água que brota
da rocha para saciá-los quando tiverem sede; maná e codornizes para
sustentá-los, quando tiverem fome, e um caminho no meio das águas para que
passem a pé enxuto, quando humanamente tudo for impossível; é um atirar-se em
Deus, - Isso é ter fé.
Por tudo isso, D. Ângelo, nós
compartilhamos da sua alegria, embora o nosso coração esteja apertado, como o de
um órfão. O senhor foi um sinal profético muito forte para nós.
Mas fique em paz e vá com a
tranqüilidade de quem combateu o bom combate. - O senhor, Dom Ângelo, plantou,
alguém por aqui há de regar, mas é Deus quem fará crescer, e, “Aquele que
começou em nós a boa obra há de levá-la à perfeição até o dia de Cristo Jesus”.
Assim seja.
Heliana Gouveia Figueiredo Engler Pinto.
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