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Pastoral
das Comunicações
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Publicação Mensal - Ano 10 - Número 140 - Julho de 2007
Jubileu de Ouro Sacerdotal
de Dom Diógenes Silva Matthes
No dia 29 de junho, às 19h30, na Catedral, nosso clero e grande quantidade de
fiéis estiveram reunidos para uma solene Eucaristia em ação de graças pelos 50
anos de ordenação sacerdotal de nosso querido Dom Diógenes Silva Matthes. Ele
foi o presidente da Celebração. Fizeram-se presentes também Dom Jaime Luiz
Coelho, Arcebispo Emérito de Maringá, também Dom Antônio Fernando Brochini,
Bispo de Jaboticabal.
Logo após a saudação inicial feita
por nosso Bispo Diocesano Dom Frei Caetano, foi lida a carta enviada pelo Santo
Padre o Papa Bento XVI, cumprimentando a Dom Diógenes por todos os frutos
nascidos nestes anos dedicados ao serviço do Reino, bem como pela sua fidelidade
à Igreja.
A homilia, feita por Pe. José
Geraldo, ressaltou os momentos mais importantes da missão e da vocação de Dom
Diógenes, desde o seu ingresso no seminário, passando pelas funções que ao longo
do tempo ele foi desempenhando como sacerdote, depois como bispo, chegando aos
dias de hoje. Todos os presentes puderam acompanhar com alegria o relato sobre
este ministério tão frutuoso.
Em nome dos leigos e leigas, foi dada
a palavra a Cirlene que manifestou sua gratidão por estes anos dedicados por Dom
Diógenes num diligente cuidado pastoral dispensado aos fiéis da Diocese de
Franca.
Antes de encerrar-se a Eucaristia,
Dom Diógenes agradeceu a presença de todos, especialmente dos convidados que
vieram de longe para comemorar com ele esta data tão significativa.
A Festa continuou após a Celebração
Eucarística, com um jantar oferecido pelas paróquias da Diocese, que aconteceu
em clima de alegria e confraternização.
abaixo transcrição da homilia de Pe. José Geraldo Segantin
REVERENDÍSSIMO E EXCELENTÍSSIMO DOM DIÓGENES.
A celebração que agora estamos vivendo – o seu Jubileu de Ouro de Vida
Sacerdotal – tem seu ponto de partida, como louvor a Deus no sábado santo de
1943. Naquela madrugada, conduzido pelo pai, Sr. Gustavo, o menino Diógenes saiu
de casa, em Sapecado, hoje Divinolândia, e conseguindo chegar a Poços de Caldas.
Ao serem recebidos pelo Monsenhor
José Faria de Castro, seu pai pergunta: “Como meu filho aqui faz para ser
padre?” A resposta foi simples: leve o menino para uma cidade que tenha
padre para prepará-lo para o próximo ano, pois, as matrículas já foram
encerradas; era abril de 1943.
Os pais encaminham o menino Diógenes,
com apenas 11 anos para Caconde. Na casa da avó materna ele está bem acolhido,
para evitar ociosidade ajuda na alfaiataria de um primo. Nos fins de semana
freqüentava a paróquia Imaculada Conceição, de Caconde. Na capela da Santa Casa
local, aprende a ajudar missa em Latim. Ali começou a freqüentar a Cruzada
Eucarística: 1943 foi um ano preparatório.
Só em 16 de fevereiro de 1944 é que
se concretiza o desejo: após várias horas de viagem chega a Campinas e é
acolhido no Seminário Diocesano.
Em 1945 com a inauguração do
Seminário Diocesano “Maria Imaculada” em Ribeirão Preto para cá veio,
ficando até 1950 encontrando mestres inteligentes e santos, entre outros destaca
Dom Jaime Luis Coelho, 1º Arcebispo de Maringá, aqui presente, alegrando-nos.
Em 1951 ingressa no Seminário Maior
Central Ipiranga, em São Paulo. Ali cursou 3 anos de Filosofia e 4 de Teologia.
E no dia 29 de Junho de 1957, na
Catedral da Sé, em São Paulo, às 9h da manhã, foi ordenado padre pela imposição
das mãos de D. Antonio Maria Alves de Siqueira. Foi ordenado com mais quatro
jovens.
No dia seguinte, com a presença de
familiares, amigos e algumas irmãs do Instituto Beatíssima Virgem Maria, na
Capela Santa Maria, no Brás, celebrou a sua primeira missa nova. Cantou a
primeira missa no dia 7 de junho de 1957.
Em fevereiro de 1958 foi nomeado
Diretor Espiritual do Seminário Maria Imaculada. Durante três anos desempenhou
com zelo a missão recebida.
Foi assistente Espiritual do Círculo
Operário Católico de Ribeirão Preto, da Equipe 1 de Nossa Senhora, do Movimento
Familiar Cristão, do Encontro de Casais com Cristo, se tornando até Assistente
Nacional. Durante estes 50 anos, somente pouquíssimos meses do seu ministério
não foram doados à Pastoral Familiar. Hoje é o Vigário Geral para acompanhar os
trabalhos pastorais referentes à Família em nossa Diocese.
Dom Luis Mousinho acrescentou-lhe
ainda outros trabalhos. Capelão no Campus da Medicina, no Hospital São Francisco
e no Hospital das Clínicas.
Em 1960 foi nomeado Chanceler do
Arcebispado de Ribeirão Preto e Vigário Paroquial de Santa Maria Goretti, na
Vila Virgínia, para cuidar de Dumond. Trabalhou também com a Juventude Agrária
Católica.
Na sucessão episcopal de Ribeirão
Preto trabalhou também com D. Agnello Rossi que o nomeou Pároco de Santa Rita de
Cássia em 1963: sua primeira paróquia, pois ser Pároco é a situação da vida
sacerdotal esperada na fé obediente por cada padre. Foram seis anos de escola
sob os mestres da vida sacerdotal: Dom Agnello Rossi, Dom Frei Felício César da
Cunha Vasconcelo e Dom Bernardo José Bueno Miele.
No dia 23 de fevereiro de 1969, Dom
Felício o chama para a Catedral de Ribeirão Preto: a segunda paróquia. Com o
zêlo de Pároco atendia a todos, despertando, no coração de cada paroquiano, o
valor da confissão, a força da eucaristia e a importância do engajamento
pastoral numa visão nova de ser Igreja após o Concílio Vaticano II.
A passagem pela Catedral de Ribeirão
Preto foi rápida. No dia 11 de Março de 1971 é nomeado 1º Bispo de Franca.
No dia 11 de Junho foi ordenado Bispo
tomando posse da Diocese de Franca no dia seguinte: 12 de Junho.
Com o lema “Amados no Senhor”
aqui chegou e durante 35 anos cumpriu sua missão de Pai comum de toda a Diocese,
sendo nos últimos anos auxiliados por Dom Frei Caetano Ferrari, ofm, que o
sucedeu no pastoreio e é nosso 2º Bispo Diocesano.
Chegou aqui com um pequeno clero, com
poucas paróquias necessitando de outras, mas com um rebanho sedento em ouvir a
voz do seu pastor e alcançar pastagem verdejantes.
Dom Diógenes o tempo passa rápido:
nestes 50 anos, V. Excia. semeou a boa semente que o Mestre e Senhor lhe
entregou desde a manhã de 29 de Junho de 1957.
É praticamente impossível descrever
cada trabalho pastoral; o mais importante é experimentar o sabor dos frutos
colhidos.
Tenho certeza de que tanto na
Arquidiocese de Ribeirão Preto como em nossa Diocese de Franca todos que o
conheceram, puderam em cada dia experimentar, no seu modo paterno de evangelizar
o conteúdo do coração de Deus.
Pela palavra proclamada nesta
celebração eucarística nos lembramos das duas colunas da Igreja: Pedro e Paulo.
Pedro é o apóstolo escolhido por
Jesus para garantir a unidde e a verdade da Igreja. Ele tornou-se o grande Pai,
o pai de todos.
Dom Diógenes desde o dia em que o
senhor foi ungido sacerdote, muitos filhos na fé, foram gerados pelo batismo,
estes filhos foram alimentados em cada Eucaristia presidida por V. Excia;
inúmeras vezes sentiram o abraço do pai no perdão sacramental recebido pela
absolvição e por tudo isso sentiram-se “amados no Senhor” e animados a
caminhar como Igreja.
Paulo é a Igreja missionária,
evangelizadora, que não conhece fronteiras, que tem a coragem de Cristo e que se
dedica com entusiasmo, enfrentando as dificuldades, levando amor e esperança a
todos os homens.
Dom Diógenes, nestes 50 anos de vida
sacerdotal, as dificuldades surgiram, nem tudo saiu perfeito, contrariedades e
incompreensões o Sr. vivenciou. Hoje é tempo favorável para louvar a bondade de
Deus que se fez presente, que nunca falhou e o Sr. perseverou e conservou o
entusiasmo e nos confirmou na Fé.
Pedro representa a unidade da Igreja
e Paulo a alma missionária que tem pressa em conquistar o mundo para Cristo.
Dom Diógenes, Deus continua
evangelizando através da sua pessoa junto ás famílias, junto do clero da nossa
Diocese hoje numeroso, junto do trabalho aos Diáconos Permanentes.
Deus continua evangelizando por meio
do seu abraço, dos casos simples que o Sr. gosta de contar, dos nomes, datas,
fatos e locais que o Sr. conserva na memória.
Dom Diógenes, Deus lhe agraciou
nestes 50 anos através: da edificação de tantas famílias, da consolidação de
tantas vocações, do aumento do nosso clero, da graça para a beatificação da
Madre Rita, da graça para a canonização de Santa Gianna, da construção do nosso
Seminário e da Fundação do nosso Carmelo.
O Sr. é um homem feliz, um sacerdote
que busca cada vez mais servir e um bispo que na fidelidade ao Papa e ao Colégio
Episcopal plantou e planta a bondade de Deus.
O Sr. é um homem abençoado no carinho
recebido do Sr. Gustavo e da D. Aparecida, seus pais, e dos seus irmãos:
Gustavo, Cleto e Ângelo e de suas irmãs: Irmã Fátima, Ilda e Glorinha.
Dom Diógenes, a exemplo de Dom Luiz
do Amaral Mousinho, o Sr. possui também a mesma pérola preciosa: “A maior
graça da minha vida foi ter sido padre”.
Parabéns mais e mais que 50 vezes sem
contar a primeira.
Pe. José Geraldo Segantin
veja abaixo fotos da Celebração Eucarística
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Dom Jaime Luiz, Dom
Diógenes, Dom Caetano e Dom Antônio Fernando |
procissão de entrada | |
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quadros com fotos
dos familiares e mensagem recebida do Papa Bento XVI |
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| benção final | Placa fixada na entrada da Catedral de Franca, homenagem a D.Diógenes | |
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| abaixo fotos do jantar em comemoração ao Jubileu de Ouro Sacerdotal | ||
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