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Pastoral das Comunicações
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Publicação Mensal - Ano 11 - Número 152 - Julho de 2008

Procrastinação = nossa! Que palavrão
Para muitos não passa de um palavrão
(um nome feio), feio para aqueles que não estão muito a fim de mudar e organizar
a sua vida, e ficam sempre adiando as coisas, se você é um destes, acredite ou
não, você é um PROCRASTINADOR.
Adiar compromissos traz alívio apenas
temporário, e mais causa um bruta cansaço mental, não vale a pena.
Quem pensa que “empurrar com a
barriga” é uma característica típica e exclusiva dos brasileiros está
enganado: a procrastinação -hábito de adiar tarefas- é mundial, tanto que é
objeto de estudo de um grupo de pesquisa da Universidade Carleton (Canadá) e
tema de vários livros nos Estados Unidos. Afinal, de acordo com os
especialistas, todas as pessoas, sem exceção, procrastinam. O que varia é a
freqüência com que fazem isso.
Deixar para depois não é sinal de que
a preguiça ou a irresponsabilidade imperam. “Aquele que procrastina prioriza
coisas menos importantes em vez de direcionar suas ações para aquilo que seria
mais necessário realizar. Ele coloca diversas tarefas menores na frente”.
Mais do que uma questão de não
administrar bem o tempo, o ato de procrastinar faz a pessoa viver a ilusão de
que, adiando, tudo será solucionado como num passe de mágica.
O adiamento pode proporcionar um
alívio temporário, uma sensação de tranqüilidade, porque a pessoa crê que tudo
vai dar certo no final.
A pessoa que procrastina não se
relaciona bem com o real. “A realidade assusta. Com medo, a pessoa vira uma
espécie de avestruz: enfia a cabeça na terra com a esperança de aquela realidade
mude”.
Mas não só a realidade que desagrada
(como, por exemplo, ter de dizer a um amigo, que não será possível pagar uma
dívida no prazo combinado) faz com que as pessoas adiem seus compromissos.
“Quem procrastina não toma essa atitude somente em relação às situações que
causam desconforto, mas também diante daquilo que lhe dá prazer” como por
exemplo um pintor, ou uma artista que começa três, quatro obras de uma só vez, e
não termina nenhuma, fica enrolando para chegar ao fim, esperando a inspiração,
mas no fundo com certeza tem outras causas... ou falta de planejamento.
A consciência da própria mortalidade
é que faz as pessoas postergarem alguma atividade, seja ela interessante ou
desagradável. Se elas têm a chance de adiar alguma escolha, fazem-no porque têm
a sensação de estar garantindo o dia de amanhã. É uma forma de se iludir, de
tentar se tornar imortal.
Talvez por isso as pessoas idosas
sejam menos afeitas ao adiamento. A experiência de ter passado por vários
momentos de perda faz com que os idosos tenham mais clareza para identificar o
que é prioritário ou não. E os mais saudáveis podem olhar para trás e dizer:
“Muitas coisas que eu quis eu realizei, não preciso ter essa ansiedade de
garantir que amanhã serei útil”.
Fase crítica - O início da vida
adulta, o adolescente, o jovem, dizem os especialistas, é o período mais crítico
quando se fala em procrastinação. Na adolescência, o adiamento é conseqüência
principalmente do medo de fazer alguma coisa e ser criticado. Por volta dos 24,
25 anos, a pessoa começa a ser obrigada a assumir responsabilidades que, antes,
quando contava mais com o auxílio direto dos pais, podia delegar com certa
facilidade.
“A pessoa sofre o impacto das
muitas coisas que tem de realizar e, como ainda não tem o know-how para
conciliar tudo, pode adiar decisões importantes”.
O problema é que, nesse período, se a
pessoa não parar para refletir sobre os motivos do adiamento, pode fazer com que
esse comportamento torne-se padrão em sua vida.
Independentemente da fase em que a
procrastinação ocorre, as conseqüências que esse hábito traz podem ir além do
nível prático (como chegar atrasado a uma festa porque a compra do presente
ficou para o último minuto), tendo reflexos na saúde da pessoa. A procrastinação
é um problema sério, que pode causar transtornos psicológicos e atingir o nível
físico.
O sentimento de culpa é um dos que
mais atingem essas pessoas. E o pior é que elas sentem culpa não pelo que
fizeram, mas pelo que deixaram de fazer. Isso acaba gerando muito desgaste.
Cerca de 20% da população norte-americana sofre do que se chama procrastinação
crônica, que acontece quando a rotina da pessoa passa a ser bastante prejudicada
pelo seu comportamento de adiar.
Conseqüências
Como acaba dependendo demais dos outros, pode estabelecer uma relação desgastante com familiares e amigos. Pode desenvolver um sentimento autodestrutivo, acreditando que tudo o que faz é ruim ou tem pouca importância. Sofre com a perda da autoconfiança, o que faz com que as ações posteriores àquelas que adiou tornem-se ainda mais difíceis de serem realizadas.
Atitudes para evitar adiamentos
Identifique motivos - Exercite o
autoconhecimento e tente perceber as atitudes que você costuma adotar quando
adia alguma tarefa. Pergunte-se sempre: “Porque é importante fazer isso
agora? Porque deixar de fazer aquilo? Porque estou evitando resolver esse
problema?”. Encare a realidade - Enfrente as situações do dia-a-dia como
elas de fato se apresentam. Não tente criar a ilusão de que são mais fáceis ou
menos importantes.
Calcule o Tempo - Tente não
superestimar ou subestimar o tempo necessário para a realização das tarefas.
Procure organizar sua agenda de modo que tenha tempo suficiente para fazer
aquilo de que precisa. Ajuste a agenda - Procure saber em que período do dia
você é mais produtivo, aquele em que está menos cansado e mais disposto a
realizar suas atividades.
Permita-se errar. Aja no lugar de
pensar.
E peça ajuda dos amigos e
principalmente a de Deus, para te iluminar e dar orças sempre...
NÃO SE PREOCUPE DEUS ESTA ATENTO A
TODAS AS SUAS NECESSIDADES E ELE NÃO DEIXA PRA DEPOIS O QUE PODE FAZER AGORA,
ENTÃO PEÇA A SUA AJUDA... ELE NÃO É PROCRASTINADOR!.
Luis Fernando C. Ferreira