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Boletim Diocesano - publicação mensal
Publicação Mensal - Ano 11 - Número 152 - Julho de 2008


Diocese de Franca há 37 anos!


Dom Diógenes e Dom Caetano

        No último mês de junho, nós da Diocese de Franca tivemos dois motivos especiais para nos alegrarmos, pois comemoramos duas datas especiais: a sagração episcopal do primeiro bispo de Franca, Dom Diógenes Silva Matthes, no dia 11 de junho e a Instalação Canônica da Diocese, no dia 12 de junho.
        Neste mês de julho teremos mais dois motivos para nos alegarmos. No dia 7 de julho comemora-se o 6º (sexto) aniversário de Sagração Episcopal de Dom Frei Caetano Ferrari OFM e no dia 30 de julho comemora-se o seu aniversário natalício.
        Freqüentemente escutamos esta afirmação: “Jesus sim, Igreja não”. Esta expressão está imbuída de uma idéia que separa o corpo, que é a Igreja, da sua Cabeça, o próprio Jesus Cristo.
        O membro separado deste corpo não vive a autenticidade da fé cristã que é essencialmente comunitária. Seguindo a visão de Igreja fornecida pelo Concílio Vaticano II e valorizada pela V Conferência Episcopal de Aparecida, somos convidados a reconhecer a Igreja como lugar privilegiado de encontro com o próprio Jesus Cristo ressuscitado.
        Para nos tornarmos discípulos missionários de Jesus Cristo, o Documento de Aparecida propõe um itinerário em quatro etapas. O ponto de partida é a experiência pessoal de fé com a pessoa de Jesus Cristo a partir de um anúncio querigmático que gera a conversão pessoal numa mudança integral de vida.
        O seio da Igreja desdobra-se em lugares de encontro com Jesus Cristo e já num primeiro contato encontramos: a sagrada escritura, a liturgia, o sacramento da reconciliação, a oração pessoal e comunitária, a comunidade viva e o amor fraterno. Os pobres, a religiosidade popular, a Virgem Maria e os Santos também constituem este espaço em que fazemos experiência pessoal com o Cristo ressuscitado na face do próximo.
        O passo seguinte neste itinerário é a vivência comunitária, pela eucaristia. Ora, além de realidade de encontro com Cristo por excelência, a comunhão com a Igreja é elemento essencial à vida cristã. E isto é experimentado de forma especial na Igreja Local diocesana.
        Para entendermos o que é uma diocese podemos recorrer ao Código de Direito Canônico que nos diz: “A diocese é uma porção do povo de Deus confiada ao pastoreio do Bispo com a cooperação do presbitério, de modo tal que, unindo-se ela a seu pastor e, pelo Evangelho e pela Eucaristia, reunida por ele no Espírito Santo, constitua uma Igreja particular, na qual está verdadeiramente presente e operante a Igreja de Cristo una, santa, católica e apostólica”.
        Alguns pontos fundamentais decorrem desta afirmação. Primeiro a Igreja é delimitada por um elemento pessoal (“porção do Povo de Deus”) não mais o territorial, como se pensava no passado. A esse elemento se acrescentam:
        a) o “Pastor próprio”, na pessoa do Bispo Diocesano;
        b) o “presbitério”, como auxílio necessário do Bispo;
        c) os dois elementos em torno dos quais é reunida a comunidade: a “Palavra e a Eucaristia”;
        d) a verdadeira alma dessa unidade: o “Espírito Santo”.

        Desta maneira, a reunião daqueles que se encontram pessoalmente Jesus Cristo é garantida pelo Espírito Santo através da comunhão com o Bispo e entre si, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia. Realiza-se assim, na particularidade de cada região e de cada cultura, a Igreja.
        Ora, “a Igreja particular é totalmente Igreja, mas não a toda Igreja. É a realização concreta do mistério da Igreja Universal em determinado lugar e tempo”.
        É interessante notar que na história de nossa diocese, a sua instalação canônica é precedida pela Sagração Episcopal do primeiro bispo de Franca. Isto é, só teríamos de fato a realização da Igreja de Jesus Cristo na particularidade diocesana de Franca, mediante a sucessão apostólica.
        A sucessão apostólica tem na função episcopal a continuidade do ministério apostólico. Esta é a garantia da permanência da Tradição apostólica, da palavra e da vida confiadas a Pedro pelo próprio Jesus Cristo.
        Com isto, “a sucessão apostólica, verificada sobre a base da comunhão com a Igreja de Roma, é, portanto o critério da permanência das Igrejas particulares na Tradição da fé apostólica comum, que por esse canal chegou até nos desde os inícios”. E de modo especial no hoje de nossa Igreja diocesana contamos com o pastoreio de Dom Frei Caetano Ferrari OFM, cuja sagração ocorreu no dia 7 de julho de 2002 e sua posse no dia 7 de dezembro de 2006.
        As orientações da Conferência de Aparecida para a Igreja diocesana diz que nela encontramos o âmbito da comunhão e da missão. Toda a sua ação deve promover uma ação de pastoral orgânica, renovada e vigorosa, de modo que todas as realidades eclesiais devem evangelizar de maneira harmônica integrados ao plano diocesano e pastoral.
        Dando continuidade ao itinerário de discípulos missionários a partir da proposta de Aparecida, temos mais dois passos: a formação bíblico-teológica e o compromisso missionário da comunidade.
        Aquele que fez experiência pessoal com Jesus Cristo e está unido à Igreja diocesana, viverá o discipulado no aprofundamento dos conteúdos da sua fé, por uma formação teológico-doutrinal procurando um crescimento espiritual, pessoal e também comunitário.
        A Igreja Local não se torna somente receptora do encontro com Cristo, mas como parte essencial da vida cristã, faz brotar o compromisso missionário. Este quarto passo do itinerário dos discípulos missionários é rumo aos mais afastados. É o momento em que o discípulo missionário é convidado a expressar publicamente sua fé, proclamando: Jesus e Igreja sim!.

Diego e Leonaldo - Seminaristas.


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