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Boletim Diocesano - publicação mensal
Publicação Mensal - Ano 8  - Número 112 - Março de 2005


Missionários retornam da
Diocese de Bom Jesus do Gurguéia


Missionário do POM

De volta da Lagoa da Pedra

Missa na Bahia

        Depois de todo um período de preparação, no dia 6 de janeiro de 2005 aconteceu o momento tão esperado pelos missionários que se dirigiam ao Piauí: A PARTIDA. Celebramos a Eucaristia na paróquia São Sebastião e, em seguida, fomos agraciados por um gostoso jantar oferecido pela comunidade local. Após organizarmos a bagagem no ônibus, por volta das 22h30, partimos com destino à primeira etapa da viagem: Brasília.
        Chegamos a Brasília por volta das 8h da manhã seguinte, e nos dirigimos diretamente para a sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM) onde fomos recebidos pelo diretor da casa, Pe. Daniel Lagni, e o simpático sr. Nilson, que logo colocou a casa à disposição para que os missionários pudessem tomar um banho, servindo também um rico café. Estando todos prontos para continuarmos nossa viagem, agora com destino à Barreiras, na Bahia. Por volta das 19h chegamos a Barreiras, onde fomos acolhidos pelas irmãs da Casa de Encontro São Bento, da diocese local. Depois de onze horas de viagem, era unânime o desejo de todos: tomar um bom banho. Em seguida, nos organizamos para jantar e, por volta das 21hs, aproveitamos pra celebrar a Eucaristia e dar graças pelo momento que nos era concedido. Depois nos retiramos para descansar. No dia 8/01, às 7h, partimos com destino à etapa final de nossa viagem: Avelino Lopes no Piauí.
        O último trecho da viagem era menor, porém a estrada estava em péssimas condições, aumentando o tempo do percurso e o cansaço dos passageiros. O que nos tranqüilizava era a habilidade e segurança do motorista.
        Por volta das 19h chegávamos em Avelino Lopes. Diante da escuridão da estrada, todos vibraram de alegria quando apareceram as primeiras luzes da cidade. Nos dirigimos diretamente para a casa de Pe. Aristides. Chegando lá, encontramos D. Ramon Carrozas, Bispo Diocesano, um grupo de pessoas do município local e também moradores do município Morro Cabeça no Tempo, que aguardavam os missionários desde as 15h.
        A chegada foi um momento bonito; dentro do ônibus os missionários cantavam em coro “Eu vim de longe pra encontrar o meu caminho... Achei difícil a viagem até aqui, mas eu cheguei, mas eu cheguei” e do lado de fora as pessoas os acolhiam com palmas e abraços calorosos. Logo foi nos oferecido um jantar, em seguida o grupo de missionários escalado para a região do Morro se despediu de todos e partiu para mais uma viagem de quatro horas em estrada péssima.
        No dia seguinte (9/01) procuramos descansar da maratona dos últimas dias. Nossa primeira atividade foi a celebração Eucarística, às 19h, onde procuramos anunciar às comunidades que seriam atendidas e suas respectivas equipes missionárias, pois afinal esta missa é transmitida pela rádio, chegando à todas as comunidades da região.
        No dia 10/01, o grupo de missionários passou pela segunda despedida, pois neste dia cada equipe composta por 2 ou 3 missionários era enviada para uma comunidade do interior. A partir deste momento começaria uma experiência na vida dos missionários e das comunidades que permaneceria marcada na história de ambos.
        O plano de trabalho era visitar as famílias procurando tomar conhecimento da realidade para encaminhar os trabalhos da melhor maneira possível. No geral, os missionários trabalharam nas visitas, promoveram momentos de oração, tais como Celebração da Palavra, Terço, entre outras iniciativas; onde se viu necessário, organizaram grupos de catequese com crianças e adultos preparando-os para os sacramentos do Batismo, Confissão e Eucaristia. No final, tivemos aproximadamente: 15 Batismos, 70 Confissões e 60 Primeira Eucaristia.
        Certamente esta experiência está recheada de bonitas histórias. Seria muita pretensão nossa colocar todas nesta edição. Também não podemos deixar de partilhar as riquezas que vivemos naqueles dias. Sendo assim, pensamos que a cada edição do nosso Boletim Diocesano contaremos uma história com algumas fotos. Mas para este momento não poderia deixar de partilhar com vocês um dos tantos fatos que marcaram a todos: “O Retorno dos Missionários”.
        É difícil de explicar o que testemunhamos, o corpo parecia uma uva-passa, murcho, cansado, alguns um pouco abatidos... afinal a mudança cultural foi radical. Foram 20 dias com uma dieta diferente, geralmente água salobra, muitas caminhadas debaixo de sol forte, realmente o cansaço era explicito, porém estas mesmas pessoas tinham algo que chamava a atenção: eram seus olhos, brilhavam como diamantes. A cada grupo de missionários que retornavam, eram instantes de alegria e vibração, todos estavam felizes. Logo que se acomodavam na casa do Pe. Aristides, tratavam de se reunir na varanda, na sala e até mesmo na cozinha para contar uns para os outros o que tinha acontecido com eles, muitas destas conversas continuaram madrugada afora. Entre um momento e outro via-se um missionário com lágrimas nos olhos, antecipando a saudade do povo que deixaria no dia seguinte.
        Diante destes fatos não podemos deixar de dar graças a Deus, pois Ele nos permitiu viver a sua Palavra como no Evangelho segundo Lucas 10, 1-20. E assim encerramos esta matéria com a oração que o Senhor fez no retorno dos missionários: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas ao sábios e inteligentes, e as revelaste ao pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado” (Lc. 10, 21).

Equipe Coordenadora - COMIDI


Batismo em Avelino

1ª Comunhão - Guaipaba

Casamento - Lagoa da Pedra

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