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Pastoral das Comunicações
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Publicação Mensal - Ano 10 - Número 142 - Setembro de 2007
Festa da Família - "Deus é Amor" (1Jo 4,8)
Quem ama promove a vida
Com certeza tivemos mais uma vez grande sinal na nossa Diocese que revela um
pouco o quanto acreditamos na Família. O grande sinal que temos apreço à família
e por causa disto agimos com muita determinação.
O evento deste ano mostrou-nos que é
possível trabalhar na unidade respeitando a pluralidade. Nunca é demais
registrar todos os esforços nas equipes que preparam a cada ano a Festa da
Família sobre a orientação do nosso Bispo Emérito Dom Diógenes. Neste ano, Dom
Frei Caetano lançou um desafio e nos motivou a dar continuidade apresentando
algumas mudanças. Acreditamos, abraçamos com entusiasmo e todos que estiveram
presentes sentiram envolvidos e comovidos. A cada mistério do terço, cada
apresentação o nosso interesse sempre aumentava. Sentimos que estávamos ao mesmo
tempo rezando e contemplando.
As coreografias feitas pelas
crianças, jovens eram sempre uma expressão de vigor e amor pela família.
Creio que destacar um ponto é sempre
um risco, pois todos dedicaram com amor. Mesmo assim ouso destacar o testemunho
da Cacilda com a Marcela de Jesus. Nos últimos meses, o mundo está refletindo
tendo o olhar voltado para Marcela. Naquele momento tenho certeza que as
famílias que estavam com dificuldades perguntavam: “onde estão os nossos
problemas?”. “O que é isto?”. “O queres de nós pai?”, etc.
Com certeza o evento nos levou ao
encontro com Deus e com o próximo. No momento em que a Cacilda embalava a
Marcela no colo, nossa alma embalava. Percebemos que Deus se Manifestou e fez
com que nossos ânimos se renovassem porque acreditamos na família.
Esperamos que todos nós manifestamos
com nossas opiniões e continuaremos nos esforçando para que a próxima festa
procure dar continuidade nas conquistas corrigindo o que precisa ser corrigido,
mas sempre com gratidão ao passado, vigor no presente para que o futuro seja de
esperança. Pois nossa Diocese acredita na Família como santuário de vida.
Nossa prece piedosa de ser feita com
muita unção principalmente para aqueles casais que trabalharam com ardor. Emoção
e muito esforço. Era visível no rosto destes casais um sinal de transfiguração.
Deus seja louvado pelos testemunhos, pela doação.
Quem ama promove a vida. Quem ama
cuida! Quem ama contribui. Quem ama evangeliza muito mais com o testemunho do
que com palavras. Obrigado Senhor por todos aqueles que contribuíram para que
este evento tivesse vida em abundância.
Somos “discípulos e missionários”
queremos remar mar adentro, para que nossos povos tenham em Deus vida abundante
... “Senhor Jesus, vinde e enviai-nos! Maria, mãe da igreja, rogai por nós,
Amém”.
Frei Mauro Luiz de Oliveira - OFM
Homilia de Dom Frei Caetano Ferrari durante a Festa da Família
Franca, 18 de agosto de 2007
Esta é a 16ª vez que acontece a Festa da Família em nossa Diocese de Franca.
Criada em 1991 por Dom Diógenes e desde então apoiada e impulsionada por todo o
Clero, lideranças leigas e todo o povo católico dos 19 municípios que integram a
Diocese, esta festa vem se constituindo em acontecimento importante de
manifestação pública da Igreja diocesana a favor da família. Seu objetivo foi
sempre o de reunir a família, fortalecer os laços familiares, promover a
espiritualidade familiar, defender a identidade da família, fonte de vida e
construtora da paz, tendo sempre presente a grande família eclesial, a família
diocesana de nossa Igreja Católica de Franca. Por isso é também chamada de Festa
da Família Diocesana.
Agosto é mês vocacional. Somos
chamados à reflexão, à oração e ao compromisso com relação à vida, dom de Deus.
Viver já é uma verdadeira vocação. A vocação à santidade e à plena realização em
comunhão de vida com Deus é a vocação comum e universal. Mas sobressaem em
agosto essas três vocações: a vocação para o matrimônio, a vocação para os
ministérios na Igreja e a vocação para a vida religiosa consagrada, masculina e
feminina. Celebramos há pouco o dia do padre, amanhã comemoraremos o dia do
religioso e religiosa (os frades e as freiras). Não deixemos de oferecer orações
por esses ministros de Deus e pelos religiosos e religiosas, suplicando ao
Senhor da messe que envie mais operários porque a messe é grande e eles são
poucos. Tanto uns como outros estão todos inteiramente a serviço da família e da
vida humana, dos filhos e filhas de Deus que sentem o chamado para a vida
matrimonial, formando uma família.
A família está inserida no desígnio
amoroso de Deus, como fonte natural e permanente da vida, que conserva e
perpetua a espécie humana na terra, responsável na construção de uma sociedade
feliz e harmônica, de bem estar para todos.
Mas, especialmente nos últimos
tempos, a família vem sendo ameaçada. As mudanças sociais têm influenciado os
hábitos e os comportamentos, os valores e os costumes, produzindo inclusive uma
nova cultura que atinge de cheio a família, questionando suas funções
tradicionais, reduzindo a sua força como fator natural de integração social e
aumentando a violência fora e dentro do lar. Crescem os divórcios, disseminam-se
a busca por uma vida sem sacrifícios, a mentalidade contraceptiva, com práticas
de esterilização e de aborto, um espírito individualista e hedonista corrói a
estabilidade do lar. No âmbito das diferenças sociais, para muitas famílias
faltam os meios fundamentais para uma condição digna de vida: moradia, trabalho,
saúde, educação, alimentação, assistência. A globalização da economia neoliberal
reduzida às leis do mercado, que fomenta conflitos, mais desagrega do que
contribui para a construção de um sujeito ético ou de uma família sólida. Os
meios de comunicação social, veiculando programas de violência, pornografia e
materialismo prático, minam valores morais e familiares. A propaganda oficial em
favor do uso de contraceptivos, do recurso às diversas formas de fecundação
artificial e experiências com embriões e do aborto, com a destinação de verbas
públicas para essas práticas, não só enfraquecem a instituição familiar como
apontam para um projeto de manipulação genética e um planejamento familiar
estatal que objetiva controlar e reduzir a natalidade.
Eis aí em linhas gerais o quadro da
situação da família hoje. O Magistério da Igreja nos convida a não desanimar
diante do desafio desta triste realidade, antes nos convida a todos – as
autoridades, o Estado, a sociedade, a Igreja – a defender vigorosamente a
família, e a pôr em execução, no dizer do saudoso Papa João Paulo II, “uma
ação decidida para defender e promover a família, Igreja doméstica e santuário
da vida”.
No marco da antropologia
bíblico-cristã, é no mistério do amor de Deus que entendemos e acreditamos que
Deus tenha criado o homem à sua imagem e semelhança, e criou-os homem e mulher,
e os abençoou dizendo-lhes: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e
submetei-a” (Gn 1,27-28). Por isso o matrimônio cristão tem sempre a dupla
finalidade: a união esponsal e o amor (a integração as personalidades), e a
geração e educação dos filhos. Em vista da importância e da necessidade de serem
realizadas essas duas grandes finalidades do matrimônio é que se devem ler e
entender aquelas palavras de Jesus Cristo: “De modo que já não são dois, mas
uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não deve separar” (Mt 19,6).
Recentemente nosso Papa Bento XVI, no
V Encontro mundial da Família, na Espanha, disse que gostaria de “propor o
papel central, para a Igreja e a sociedade, que tem a família fundada no
matrimônio”, porque: “Esta é uma instituição insubstituível, segundo os
planos de Deus, e cujo valor fundamental a Igreja não pode deixar de anunciar e
promover, para que seja vivido sempre com sentido de responsabilidade e alegria”.
Dizendo ainda que a Igreja deve proclamar o Evangelho da família fundada no
amor, assim se expressou: “A fé e a ética cristãs, pois, não pretendem
sufocar o amor, mas sim fazê-lo mais sadio, forte e realmente livre”.
Encerrando a Semana Nacional da
Família, sintamo-nos todos convidados, como discípulos e missionários de Jesus
Cristo, a participar desde já para a Semana Nacional da Vida e o Dia Nacional do
Nascituro, de 1 a 8 de outubro próximo. O nascituro é aquele ser humano que
desde o momento da concepção está em gestação no seio de sua mãe, e cuja vida
está sendo ameaçada, como sabemos, por Projeto de lei em votação no Congresso
Nacional. Uma ação ecumênica, congregando católicos, espíritas e evangélicos,
bem como outras forças vivas da sociedade, está sendo organizada para
conscientizar e conclamar nosso povo a dar um grito profético em favor da vida.
Que a Família de Nazaré, Jesus, Maria
e José, interceda por nós! Amém!
Dom Frei Caetano Ferrari -
OFM
Bispo de Franca
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