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Pastoral das Comunicações

Leia aqui uma breve biografia.
contribuição Arquidiocese de Porto Alegre
Morreu no sábado 2 de
abril,
após dois dias de uma longa agonia,
o Papa João Paulo II - o nosso “João de Deus”.
“Às 21h37 (horário de Roma, 16h37 no Brasil ), nosso Santo Padre regressou
à Casa do Pai”. Com estas palavras, quebradas pelo pranto, o arcebispo
Leonardo Sandri, substituto da Secretaria de Estado, anunciou o falecimento do
Papa.
Eram dez horas da noite no horário
local. Escutavam-no mais de 60.000 pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano,
que acabavam de rezar o Rosário por João Paulo II.
Imediatamente, a multidão comovida
entoou o Salve Rainha e depois seguiu um longo aplauso. Em seguida, o cardeal
Angelo Sodano iniciou a oração do “De profundis”, em latim e italiano. A maioria
dos fiéis colocou-se de joelhos, muitos deles com lágrimas nos olhos.
Soaram os sinos da Basílica de São
Pedro.
Papa João Paulo II, Karol Josef
Wojtyla, morreu aos 84 anos em Roma, em seu apartamento no Palácio Apostólico.
fonte: Agência Zenit

COMUNICADO DA CNBB SOBRE A MORTE DE JOÃO PAULO II
Brasília, 2 de abril
de 2005
Prot. SG N. 0212/05
“Eu sou a ressurreição e a vida
Quem crê em mim, mesmo depois de ter morrido, viverá.
E quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente” (Jo 11,25-26).
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil participa da dor de toda a Igreja e
da inteira família humana pelo falecimento do Papa João Paulo II. O Santo Padre,
depois de servir a Igreja como sacerdote e bispo, e depois de um longo e
frutífero pontificado, como Sucessor de São Pedro, descansou no Senhor.
O Papa tinha grande estima pelo
Brasil e pelo povo brasileiro, que o acolheu com entusiasmo e saudou como “João
de Deus” em sua primeira visita ao Brasil. Sempre se preocupou pelos pobres e
doentes, pelas crianças e os jovens; acompanhou com interesse as questões da
vida pública brasileira e, especialmente, incentivou muito a ação evangelizadora
da Igreja no Brasil.
A CNBB convida todos os brasileiros a
se unirem na prece a Deus para agradecer pela vida e o ministério do Papa João
Paulo II e para pedir que o Pai misericordioso acolha no seu reino e conceda o
prêmio eterno a esse seu servo fiel.
A Presidência da CNBB também pede aos
bispos que promovam em suas dioceses especiais celebrações eucarísticas e outros
momentos de oração, para os quais também poderão ser convidadas as autoridades
locais, pelo descanso eterno do Papa João Paulo II.
Cristo ressuscitou, aleluia!
Ressuscitou verdadeiramente, aleluia!
Cardeal Geraldo
Majella Agnelo
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Presidente da CNBB
Dom Antônio Celso de
Queirós
Bispo de Catanduva - SP
Vice-Presidente da CNBB
Dom Odilo Pedro
Scherer
Bispo Auxiliar de São Paulo
Secretário Geral da CNBB
Última mensagem do Papa:
“que a humanidade compreenda a Divina Misericórdia”
Ante a surpresa das 130.000 pessoas que haviam participado da missa de sufrágio
por João Paulo II, no domingo 3 de abril de 2005, o arcebispo Leonardo Sandri
leu uma mensagem que João Paulo II havia pedido expressamente que fosse lida
neste Domingo da Divina Misericórdia.
O prelado argentino, substituto da
Secretaria de Estado, leu o texto «com muita honra e muita nostalgia», por
explícita indicação» do Santo Padre, como ele mesmo confessou ao começar a
leitura.
“À humanidade, que em ocasiões
parece como perdida e dominada pelo poder do mal, do egoísmo e do medo, o Senhor
oferece como dom seu amor que perdoa, reconcilia e volta a abrir o espírito à
esperança”, afirmava o Papa em sua mensagem póstuma.
“O amor converte os corações e dá
a paz. Quanta necessidade tem o mundo de compreender e acolher a Divina
Misericórdia!”, acrescentava João Paulo II em sua mensagem.
O Papa Karol Wojtyla proclamou a
festa da Divina Misericórdia para a Igreja universal ao canonizar a religiosa e
mística polonesa Faustina Kowalska (1905-1938), a 30 de abril de 2000.
“Senhor, que com a morte e a
ressurreição revela o amor do Pai, nós cremos em ti e com confiança repetimos
hoje: Jesus, confio em ti, tem misericórdia de nós e do mundo inteiro”,
implorava o pontífice antes de morrer no texto escrito para ser lido no marco da
oração mariana pascal do “Regina Caeli”.
fonte: Agência Zenit
Mensagem póstuma de João
Paulo II
para o Regina Caeli do Domingo da Divina Misericórdia
Lida após missa em sufrágio do Santo Padre na praça de São Pedro no Vaticano
CIDADE
DO VATICANO, domingo, 3 de abril de 2005 (ZENIT.org).- Publicamos a mensagem que
João Paulo II havia preparado para que fosse lida por ocasião da oração mariana
do "Regina Caeli" neste Domingo da Misericórdia.
Foi lida "com tanta honra e tanta nostalgia", "por explícita indicação" do Santo Padre, como ele mesmo disse, pelo arcebispo Leonardo Sandri, substituto da Secretaria de Estado, após a celebração eucarística em sufrágio por João Paulo II presidida pelo cardeal Angelo Sodano.
* * *
Queridos irmãos e irmãs!
1. Ressoa também hoje o gozoso Aleluia de Páscoa. A página do Evangelho de hoje de João sublinha que o Ressuscitado, na noite deste dia, apareceu aos apóstolos e «lhes mostrou as mãos e o lado» (João 20, 20), ou seja, os sinais da dolorosa paixão impressos de maneira indelével em seu corpo também depois da ressurreição. Aquelas chagas gloriosas, que oito dias depois fez tocar o incrédulo Tomé, revelam a misericórdia de Deus, que «tanto amou o mundo que deu seu Filho único» (João 3, 16).
Este mistério de amor está no coração da liturgia de hoje, domingo «in Albis», dedicado ao culto da Divina Misericórdia.
2. À humanidade, que em certas ocasiões parece como perdida e dominada pelo poder do mal, do egoísmo e do medo, o Senhor ressuscitado oferece como dom seu amor que perdoa, reconcilia e volta a abrir o espírito à esperança. É amor que converte os corações e dá a paz. Quanta necessidade tem o mundo de compreender e acolher a Divina Misericórdia!
Senhor, que com a morte e a ressurreição revela o amor do Pai, nós cremos em ti e com confiança repetimos hoje: Jesus, confio em ti, tem misericórdia de nós e do mundo inteiro.
3. A solenidade litúrgica da Anunciação, que celebraremos amanhã, leva-nos a contemplar com os olhos de Maria o imenso mistério deste amor misericordioso que surge do Coração de Cristo. Com sua ajuda, podemos compreender o autêntico sentido da alegria pascal, que se funda nesta certeza: Aquele a quem a Virgem levou em seu seio, que sofreu e morreu por nós, ressuscitou verdadeiramente. Aleluia!
[Tradução do original realizada por Zenit]
Papa morreu de
septicemia e de
colapso cardiopulmonar irreversível
João Paulo II morreu de septicemia e de colapso cardiopulmonar irreversível,
segundo se pôde saber no domingo, 3 de abril de 2005, pelo certificado oficial
de falecimento distribuído pela Santa Sé.
O documento está firmado pelo doutor
Renato Buzzonetti, médico pessoal de João Paulo II e diretor de Saúde e Higiene
do Estado da Cidade do Vaticano.
“Certifico que Sua Santidade João
Paulo II (Karol Wojtyla), nacido em Wadowice (Polônia) a 18 de maio de 1920,
residente na Cidade do Vaticano, cidadão vaticano, faleceu às 21h37 do dia 2 de
abril de 2005 em seu apartamento do Palácio Apostólico Vaticano”.
O certificado constata que o Papa
padecia do mal de Parkinson, episódios de insuficiência respiratória aguda e
conseqüente traqueostomia ademais de hipertrofia prostática benigna complicada
por infecção nas vias urinarias (urosepsis), ademais de cardiopatia hipertensiva
e isquêmica.
A confirmação da morte se fez através
de uma máquina de acompanhamento da atividade cardíaca.
“Declaro que as causas da morte,
de acordo com minha ciência e minha consciência, são as indicadas”, conclui
o doutor Buzzonetti.
fonte: Agência Zenit
João Paulo II será enterrado no Vaticano
O papa João Paulo II será enterrado no Vaticano, informou nesta segunda-feira, 4 de abril, o Vaticano. Seu corpo possivelmente repousará no mesmo lugar onde esteve enterrado por 30 anos o papa João XXIII, a poucos metros do túmulo do apóstolo Pedro. Embora a princípio não tenha sido descartada a hipótese de que pudesse ser enterrado na Cracóvia, em sua terra natal, a Cidade Eterna foi escolhida para seu funeral. Os restos mortais de João XXIII, falecido em 1963, foram trasladados das grutas vaticanas em 3 de junho de 2001 para a basílica, poucos meses depois de ser beatificado. João Paulo II, seu grande admirador, decidiu trasladá-los ao altar de São Jerônimo para permitir que ele fosse homenageado por um número maior de fiéis devotos. Ele elegeu essa capela porque João XXIII a admirava. De fato, quando entrava em São Pedro, o primeiro local ao qual se dirigia era o altar. Conhecendo o amor que sentia por João XXIII, é normal que queira repousar no mesmo lugar onde esteve o "papa bom", como ficou conhecido João XXIII.
(Agência EFE)
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