Dom Paulo preside a Missa da Ceia do Senhor nesta quinta-feira.

A Missa da Ceia do Senhor, presidida por Dom Paulo Roberto, abre o Tríduo Pascal de 2021. Concelebrada por Pe Rogério Ruffo (pároco), Pe Wallace N. Honório, e auxiliados pelo diácono João César, a celebração foi transmitida pelos canais de comunicação da Diocese, sem a presença dos fiéis. Excepcionalmente neste ano, por recomendação da área da saúde, não houve a tradicional cerimônia do lava-pés.

A Homilia. Mas antes, uma história.

Antes de explicar o sentido da celebração de hoje, Dom Paulo contou que certa ocasião um fiel recebia a comunhão em casa. Nutria um grande desejo de participar da santa missa, mas suas condições físicas o impediam. A orientação que ele recebeu, foi de que este desejo de estar com Deus era acolhido com certeza pelo Pai, e que talvez, muitos que dos estavam lá (na igreja) não viviam esse desejo com tal intensidade.
Assim deve estar acontecendo hoje com muitos, mas as circunstâncias hoje os impedem. Diante disso, Dom Paulo pediu aos fiéis que cultivem esse desejo até que um dia, essa dura prova (pandemia do Coronavirus) passe. Sabemos que tudo passa, disse ele, e um dia você também estará participando novamente da Eucaristia.

A instituição da Eucaristia

Há uma tradição antiga da Igreja que diz que temos três tarefas (múnus): santificar, ensinar e governar o povo de Deus. Estas tarefas caminham de forma harmônica. São João Paulo II escreveu que quando a Igreja santifica, ela também ensina e governa. Quando ela ensina, santifica e também governa. Quando ela governa, também santifica e ensina. Mas a nossa pregação, nossa caridade pastoral só tem sentido na liturgia. Toda a atividade da Igreja só cria sentido a partir da liturgia. Ela é o cume e a fonte da nossa vida cristã. Tudo se dirige para o Pai, a Trindade Santa, e d’ Ele recebemos o alimento para nossa vida cristã. A liturgia é o lugar privilegiado do encontro com Jesus Cristo. Hoje recebemos estes três presentes que Jesus deixou na Páscoa: a eucaristia, o sacerdócio e a caridade.

Os três evangelistas narram a instituição da eucaristia e Paulo também. João não fala, mas ele lembra esse gesto tão significativo de Jesus, lavando os pés dos discípulos. Esse gesto revela quem é Deus e como é Deus: um Deus que serve. Jesus lava os nossos pés sujos, escreveu o Papa Bento XVI, comentando sobre o lava-pés.  Na eucaristia celebramos essa oblação, esse serviço de Deus por nós, e depois da Igreja, Jesus que nos serve. Pode parecer estranho dizer isso, salientou Dom Paulo. O que nos oferece não é só Seu corpo e sangue, mas toda a sua vida.

Ao finalizar a homilia Dom Paulo ressaltou que hoje é dia de agradecermos a Deus, por Jesus que nos salva, mas também agradecer aquilo que podemos fazer pelos outros, na missa e no nosso dia a dia, e agradecer aqueles que nos servem. A vida é essa eterna comunhão de serviço, precisamos uns dos outros, enfatizou ele. Trazemos tudo isso para o altar e celebramos aquilo que o Senhor nos deixou. Agradeçamos tudo isso e peçamos que não morra em nós esse desejo de receber a comunhão.

“Venha matar a saudade, não se acostume com a transmissão pela televisão! Jesus deixou para nós seu sacrifício para que possamos celebrar com ele a sua Pascoa”.

 Após a oração depois da comunhão, houve o traslado do Santíssimo para o altar lateral da Catedral para um momento de adoração. Não houve a benção final da Missa, pois no grande Tríduo Pascal, explicou Pe Rogério, esta benção (final) é dada na Vigília da Páscoa.

Programação da Sexta-feira 

Amanhã a Catedral estará com as portas abertas no período da manhã para que todos os que desejarem possam visitar a imagem do Senhor morto e fazer sua oração. As 15h haverá a Celebração da Paixão do Senhor, presidida por Dom Paulo. A partir das 16h30 a Sagrada Comunhão será distribuída a todos os que participarem desta celebração, que será transmitida pelo facebook e canal do Youtube da Catedral. A recomendação continua de que evite-se a aglomeração de pessoas.

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