21º Domingo do Tempo Comum
A salvação é oferecida a todos, pois Deus ama os seus filhos e filhas, e não exclui ninguém dessa graça.
Lucas 13,22-30 trata da salvação. No caminho para Jerusalém, alguém fez uma pergunta fundamental: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Na sua resposta, Jesus não se deteve em explicações secundárias. Ajudou os discípulos no discernimento e no modo como se salvar, alertando-os para a atitude básica e necessária diante da proposta de salvação.
A salvação é oferecida a todos, pois Deus ama os seus filhos e filhas, e não exclui ninguém dessa graça. Como Pai, ele nos convida para o banquete do Reino. Portanto, a salvação não é privilégio exclusivo de um grupo, nem uma conquista, como se ganha uma medalha, nem pertença, posse ou herança. É graça de Deus. É decisão dele. Da nossa parte, acolhemos esta bênção.
Jesus nos educa a tomar a decisão certa, que é optar pelo seu caminho. É converter-se a ele e às verdades do Evangelho. O critério para se entrar no Reino é praticar a justiça. Esta decisão, segundo o Mestre, é como entrar por uma porta estreita, exige sacrifícios, esforços e renúncias. Mas é uma decisão que orienta e dá sentido à vida.
Jesus deixou-nos o exemplo a seguir: amou, servindo. Somente quem ama como Jesus acolhe a graça do Reino e está no caminho da salvação. Ele nos ensinou a viver as bem-aventuranças. Quem busca outros valores, contrários à dinâmica do Reino, não consegue passar pela porta estreita.
Seguir a dinâmica do Reino é exigente, pode parecer uma correção do Senhor, mas é para o nosso bem: Ele corrige quem ama (cf. Hb 12,6), e o seu amor para conosco é comprovado e sempre fiel (cf. Sl 116,2).
Celebrando o Mês Vocacional, rezamos pelos leigos e leigas. A vocação laical é a primeira e a mais comum na Igreja. Leigos e leigas são todos os “fiéis cristãos, excetuados os membros da ordem sacra e do estado religioso aprovado na Igreja, isto é, os fiéis cristãos que, como incorporados a Cristo pelo Batismo, constituídos no povo de Deus e, a seu modo, feitos participantes do múnus sacerdotal, profético e real de Cristo, exercem sua parte na missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo (LG, 31).
O Concílio Vaticano II reconhece o mundo (família, trabalho, política, cultura – ambiente onde são conhecidos e reconhecidos) como o lugar específico da vocação e missão dos cristãos leigos e leigas. Mas também testemunham a fé na comunidade, exercendo ministérios nas pastorais e nos movimentos eclesiais.
Dom Paulo Roberto Beloto,
Bispo Diocesano.